A Resistência em Kobane está ganhando Terreno – Ersin Caksu e Denis Osoy

O relato a seguir foi compilado por Ersin Çaksu e Denis Osoy e apareceu hoje em Özgür Gündem.

O YPG/YPJ realizou uma operação juntamente com as forças Peshmerga e Burkan El Firat contra os combatentes do EI, instaladas nas aldeias pela frente ocidental em Kobane. Como o YPG/YPJ lançou a operação, que foi realizada sob os auspícios do alto comando do YPG, o Peshmerga também atacou a partir de suas posições com forte armamento Dushka e foguetes Katyusha. A sede operacional de Burkan El Firat também apoiou a operação.

Os combatentes do YPG/YPJ também deram prosseguimento às suas ações nas frentes leste e sul de Kobane. Como os combates na cidade continuam nessas duas frentes, a luta na frente ocidental se encontra fora do centro da cidade. Os combatentes do YPG/YPJ também realizaram ações efetivas ao longo do pico Izahe e ao redor das aldeias de Pêndir, Susane e Siftek em que muitos combatentes do EI foram mortos.

O exercíto Turco bloqueia o acesso da imprensa

Os membros da imprensa que vem tentado documentar as operações realizadas pela frente ocidental foram impedidos pelos soldados turcos. Os soldados não permitiram os jornalistas que assistissem à operação na colina de Tilşeîr na aldeia de Boyde no distrito Pirsûs (Suruç) e os levou para fora da fronteira.

21 membros do EI mortos

O centro de imprensa do YPG anunciou que pesados combates ocorreram em todas as três frentes ao redor de Kobane. Eles anunciaram que a desde domingo à tarde até hoje, pelo menos 28 membros do EI, incluindo três comandantes, foram mortos e as gangues foram obrigadas a recuar após violentos combates realizados nas proximidades e em diversos lugares. Quatro combatentes do YPG e dois do Burkan El Firat também morreram em combate.

Enquanto isso, também foi relatado que uma operação realizada pelo YPG e pelas Forças de Defesa de Şengal (YBS) em torno da Solak a leste da montanha de Şengal (Sinjar) conseguiram capturar uma grande quantidade de equipamentos militares e munição.

O EI Novamente ataca civis ao longo da fronteira

O EI que está sofrendo muitos golpes em Kobane, mais uma vez começou a atacar civis. Um habitante de Kobane chamado Necip Resad Seydi foi morto por combatentes do EI, enquanto esperava por seu carro na fronteira próxima à aldeia de Siwêdê em Pirsûs. Seydi tinha 32 anos. O distrito do governador de Suruç Abdullah Çiftçi chamaram HDP MP İbrahim Ayhan para informá-lo de que o corpo de Seydi estava na base militar Karaca Hudut. Como um carro foi enviado para retirar seu corpo, soube-se que estão ocorrendo conflitos na região e que os combatentes do EI tinham propositadamente aberto fogo e assassinado Seydi.

Seydî foi abandonado para morrer

Segundo testemunhas, Seydi – que era da aldeia de Jibilfereç em Kobane – foi baleado na panturrilha por combatentes do EI enquanto caminhava até seu carro. As testemunhas presentes não tiveram permissão dos soldados turcos para prestar socorro a Seydî por duas horas, e levaram seu corpo para a base militar somente depois que ele já havia morrido, devido à perda de sangue.

Nós estamos avançando

Os combatentes do YPG da frente oriental de Kobane, onde estão ocorrendo os combates rua à rua, informaram que sua moral estava alta e que tinham atingido muito o EI no decorrer dos últimos dias. Eles também relataram que estavam avançando. Um atirador de elite do YPG chamado Sidar disse: “A pessoa precisa estar no gatilho o tempo todo. A luta pode acontecer de dia ou à noite. Estamos também em nossas posições. O curso da batalha no conflito urbano não muda ao longo do dia, mas durante horas. Nossa resistência continuará assim.” Outro atirador do YPG chamado Dilxweş afirma que “a batalha em Kobanê está sendo travada para todos os curdos. Nós não iremos abandoná-la.”

O curso da batalha caminha bem

Um combatente da resistência de 42 anos chamado Doxan Amed disse: “Eu vim seguindo o apelo feito pelo líder Apo pela mobilização por Kobane. A nossa moral é boa. Agora, o curso da batalha está melhorando. No início houve alguns perigos, mas ao longo dos últimos dias, eles foram obrigados a recuar e estamos nos movemos para frente.”

A luta não reconhece obstáculos!

Um combatente chamado Birûsk, que perdeu uma mão e se encontra numa das posições mais à frente da batalha, disse, “eu ficar sem uma mão não é um obstáculo para a luta. Enquanto meus amigos jazem à minha frente, a minha mão não pode ser um obstáculo para mim. Eu sou como eles. Diante desses ataques não vamos dar um passo atrás e resistiremos. Caminharemos pela estrada exposta pela memória de nossos mártires e da filosofia do Líder Apo até a nossa última gota de sangue.”

Tradução A. Thomazini
Revisão: Rafael V.

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