Estado Islâmico finalmente admite derrota em Kobani após ataques aéreos forçarem a retirada de seus combatentes

Tradução: Mariana Miotto 

“Nós tivemos de recuar e os ratos avançaram”, dizem os combatentes do EI em depoimento em vídeo após ataques liderados pelos EUA expulsarem jihadistas da cidade síria.

O Estado Islâmico admitiu pela primeira vez que os ataques aéreos liderados pelos EUA à Kobani forçaram seus combatentes a se retirar da cidade síria.

Dois combatentes do grupo islamita disseram em vídeo que os ataques aéreos pelos caças dos EUA e muitos outros países árabes foram a principal causa da retirada.

“Os aviões de guerra nos bombardearam dia e noite. Eles bombardearam tudo, até motocicletas”, disse um deles em árabe.

O outro disse que as aeronaves “destruíram tudo, então tivemos de recuar e os ratos avançaram”.

Eles prometeram atacar novamente e derrotar a principal milícia curda da Síria, o YPG.

Os militares dos EUA confirmaram que Kobani foi retomada do EI.

O Tenente-General James Terry, o comandante da força tarefa que tem liderado os ataques aéreos contra o EI, disse: “As forças terrestres curdas, apoiadas pelo nosso componente aéros, tiveram sucesso na retomada da cidade.”

No começo da semana ativistas e oficiais curdos disseram que Kobani estava quase livre de combatentes do EI, que antes controlavam quase metade da cidade.

A derrota em capturar Kobani foi um grande golpe para o EI. Suas esperanças de uma vitória fácil dissolveu-se nunca duro cerco sob implacável ataque aéreo pela coalizão de forças e ataque da milícia curda que custou a vida de cerca de 1000 combatentes.

Os EUA e muitos aliados árabes tinham na mira as posições do EI na Síria desde setembro.

A campanha aérea tinha como objetivo fazer recuar os jihadistas após o EI tomar um terço do Iraque e a Síria e declararem um novo califado no território capturado.

O EI começou uma ofensiva na área de Kobani na metade de setembro, capturando mais de 300 vilarejos curdos e partes da cidade.

De qualquer maneira, os ataques aéreos e a acirrada resistência curda forçou seus combatentes a começarem a recuar há algumas semanas atrás. Mais de 200.000 curdos foram forçados a deixarem suas casas, com muitos atravessando as fronteiras próximas da Turquia.

No último domingo a autoridade turca de gerenciamento de desastres e emergências abriu seu maior campo de refugiados já registrado. O campo, na cidade de Suruç predominantemente curda, pode acomodar 35.000 refugiados de Kobani.

Tropas curdas estão bloqueando as fronteiras para impedir os residentes de retornarem até a cidade estar segura. Mas mesmo quando a cidade estiver liberada, muitas pessoas de Kobani podem tomar a decisão de que a escala de destruição torne fútil o retorno em qualquer data próxima.

 “Eles nos dizem que Kobani não existe mais”, disse Adila Hassan, uma mãe de 33 anos no novo campo construído. “Nós não sabemos por quanto tempo ficaremos aqui. Nós retornaremos uma vez que a cidade seja reconstruída. Isto não vai acontecer logo.”

“Retornar, sim, mas não num futuro próximo”, concordou Anwar um professor de 34 anos que mora numa tenda próxima.

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