YPJ: Neste 8 de Março, as mulheres devem estar prontas para lutar

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O Comando Geral das Unidades de Proteção das Mulheres (YPJ) divulgou nesta segunda-feira uma declaração para assinalar o Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março, alegando que os governos do mundo precisam parar de ver as mulheres como “propriedade”.

No texto, foi recordado que “no 08 de março de 1857, 129 mulheres trabalhadoras que atuam em fábricas foram queimadas vivas por causa de sua reação à condições de trabalho desumanas”.

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Ao mesmo tempo, elas advertiram que “a mentalidade de que se pode queimar mulheres persiste em várias áreas do mundo ainda hoje”, mas a resistência das mulheres já começou “para destruir essa mentalidade.”

No comunicado foram lembrados exemplos como os de Rosa Luxemburg, Clara Zetkin, Zarif, Besê,, Leyla Qasim, Beritan, Silan, Zilan, Sara, Arin Mirkan, Özgür Efrîn, Jiyan Rojhilat e Destina Basur.

“Quando a resistência das mulheres aumenta, como com o YPJ que repetiu a promessa de honrar todas as mártires que caíram nessa luta, neste contexto, elas expressam o crescimento da luta das mulheres cada vez maior”, disse ela.

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O texto também ressaltou que hoje “ainda vemos que na mentalidade masculina e nos governos as mulheres são vistas como propriedade, especialmente no Oriente Médio, onde os governos considerem as mulheres como despojos de guerra.”

“Esta mentalidade está tentando fazer o sistema patriarcal se manter, elas explicaram, o que significa que devemos sempre estar prontas para lutar.”

De acordo com o comunicado, o YPJ “, com sua mentalidade libertária, têm lutado incansavelmente na Revolução do Curdistão Sírio pelos útlimos sete anos,” para que ele “dê passos históricos e faça progressos significativos”, enquanto “ganhou o vontade política e está dando a vida “para construir uma nação anti-nacionalista, anti-capitalista e para a libertação das mulheres com mentalidade democrática.

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O YPJ, conforme estima o comunicado, contribuiu para a criação de “uma vida livre e igual” e tem como princípio fundamental o aumento da consciência baseada no slogan “Cada mulher livre é um país livre”.

“O YPJ conseguiu salvar milhares de árabes, mulheres curdas, sírios e yazidis da ocupação e do fascismo Daeh (estado islâmico)”, neste 08 de março, o objetivo é “para libertar as mulheres e crianças” encontrados na cidade de Raqqa, tomada pelo Daesh.

O comunicado também destacou “a mulher mais forte é a mulher que organiza e defende-se.”

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Finalmente, o YPJ fez uma chamada a todas as mulheres para participarem da luta pela liberdade, com base em sete pontos:

1- O nosso líder, Abdullah Ocalan, que tem um papel nacional e histórico na luta para o desenvolvimento da liberdade das mulheres, foi mantido em cativeiro por uma conspiração internacional e está sob a torturas desumanas e isolamento por 18 anos (em uma prisão turca). Apelamos às mulheres a levantar suas vozes contra esta tortura e isolamento e resolver também este problema.

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2- As mulheres no Oriente Médio hoje em dia enfrentam massacres nas esferas de domínios existenciais, culturais e de segurança. Deve se estabelecer uma segurança comum e mecanismo de defesa e resistência eficaz contra este perigo. Toda mulher deve travar uma luta ideológica contra todas as formas de dominação, especialmente contra o Daesh, e deve ter um dever básico de crescimento na defesa das mulheres.

3- YPJ estão dispostos a compartilhar suas experiências com todas as mulheres que têm a coragem de resistir.

4- Mulheres e crianças são as principais vítimas de todas as guerras e conflitos. Eles são afetados em matéria de migração, economia, defesa e vida social. A fim de defender os direitos das mulheres e crianças, cada mulher deve lutar e ser contra esta vitimização.

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5- O YPJ não são apenas a força de defesa das mulheres curdas, mas de todas as mulheres no Curdistão sírio. Muitas lutadoras de diferentes nações e crenças estão lutando nas fileiras do YPJ e muitas delas foram martirizadas. A essência do YPJ é ser uma defesa internacionalista de força e isso tem que ser ampliado e fortalecido. 6- Como as mulheres que realizaram muito e que enfrentam graves ameaças, apelamos a todas as mulheres para reforçar a luta para a criação de uma nação democrática, eliminando estas ameaças. Toda mulher pode contribuir e realizar muito. 7- Nós acreditamos que nós podemos destruir a mentalidade do macho dominante lutando juntas e que podemos criar uma mentalidade democrática, uma cultura moral e uma vida livre derrotando-os.

FONTE: ANF / Tradução e edição: Comitê de Solidariedade à Resistência Popular Curda de São Paulo a partir do Curdistão América Latina no link aqui.

 

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