Solidariedade com o povo curdo! Contra a invasão turca em Afrîn!

 

As guerrilhas curdas são as maiores responsáveis pela derrota militar do Estado Islâmico, e representam um sinal de esperança no meio da violência e das intrigas políticas do Oriente Médio. Durante cinco anos, as Unidades de Defesa do Povo (YPG) e Unidades de Defesa das Mulheres (YPJ) pagaram muitas vezes com a própria vida pela liberdade, pelo Estado laico e pelos direitos das mulheres. Essa luta é uma verdadeira revolução popular, que criou uma região autônoma em Rojava, no norte da Síria.

Agora esse povo heróico está sendo abandonado pelas grandes potências. Os curdos foram considerados aliados dos EUA durante a guerra, mas agora a maior exigência deles está sendo negada: a autonomia democrática para que finalmente eles possam se autogovernar e viver a sua cultura e sua língua sem sofrer perseguição.

Os curdos são o maior povo ainda não independente no mundo. São mais de 30 milhões de pessoas. E quase a metade vive na Turquia. Com medo da luta revolucionária dos curdos na Síria levar a uma revolução dentro das suas fronteiras, o governo turco invadiu a região curda de Afrîn, em Rojava. A Turquia está com um governo cada vez mais autoritário, nas mãos do presidente Erdogan, como instrumento para destruir a resistência curda. Junto com a invasão, está acontecendo uma transferência de populações turcas para a região, para transformar os curdos em minoria. Tudo isso com o apoio de setores ultranacionalistas e fundamentalistas aliados à Turquia.

O objetivo do nosso coletivo é informar ao Brasil sobre a luta do povo curdo, e tentar desenvolver uma solidariedade na prática. Por isso, estamos denunciando através dos nossos pequenos recursos materiais a invasão turca. Pedimos a ajuda de todas as pessoas que acreditam na separação entre Estado e religião, nos direitos das mulheres e nas liberdade que nos ajudem a divulgar essa luta, e que façam doações ao Crescente Vermelho (um equivalente à Cruz Vermelha nos países de maioria islâmica), que apoia a população de Afrîn que teve que se refugiar, na maioria mulheres e crianças.

http://www.facebook.com/resistenciacurda

Crescente Vermelho Curdo http://www.heyvasor.com/en/alikari/

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